Seguidores

sábado, 16 de junho de 2012

Posturologia - O que diz o mestre dos mestres, Dr. Bernard Bricot

Na sequência da matéria que publiquei em 10 de abril sobre Posturologia, encontrei um material de video bem elucidativo de uma das conferências dada pelo Dr. Bricot no Brasil, que antecedeu um dos seus cursos. Através disso, deu para sedimentar alguns dos conceitos aprendidos em sala de aula.

Video 1


Video 2

Video 3

terça-feira, 24 de abril de 2012

Bomba de Sódio e Potássio

É incrível como têm pessoas capazes de transformar um assunto abstrato, de difícil compreensão, em algo tão lógico e exato. Encontrei esse vídeo sobre a explicação da bomba de sódio/potássio. Para os mais incautos, essa bomba serve para extrair água de dentro da célula, para evitar que a mesma sofra uma "estumefação", ou seja que ela exploda.




Teoricamente, a dinâmica é simples. Entendendo essa parte antes de ver o vídeo, ficará mais fácil de compreender a explicação depois.
  • O sódio que existe dentro da célula retém água dentro desta.
  • Para evitar que a célula "exploda", entra em ação um um "mecanismo de bombeamento" que se encontra localizado na passagem, entre o interior e o exterior da célula (transmembrana)
  • Para ativar essa bomba, esse mecanismo faz uso de ATP e promove para isso a sua hidrólise (quebra).
  • Através dos movimentos de abertura e fecho dos lados "alfa" (lado onde se prende o sódio) e "beta" (lado onde se prende o potássio), o sódio e o potássio se fixam e se liberam dos seus sítios ativos (locais de encaixe)
  • Acontecendo esse processo, a bomba é ativada e a água intracelular liberada. 



  • Bolinhas azuis - potássio, passando pela bomba e ENTRANDO NA CÉLULA
  • Bolinhas brancas - sitios ativos (do potássio e do sódio), onde ambos se encaixam para sair ou entrar na célula
  • Bolinhas vermelhas - sódio, passando pela bomba e SAINDO DA CÉLULA - EXTRAINDO AGUA CONSIGO.



Expliquei com as minhas palavras. Agora confiram com essa ótima explanação do Prof. Ricardo Zanuto.





Crédito - Prof. Dr. Ricardo Zanuto
http://www.youtube.com/watch?v=c964BwL1P8I
http://www.octopus.furg.br/ensino/anima/atpase/NaKATPase.html

segunda-feira, 23 de abril de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Hoje, 21 abril, é feriado. Você sabe porquê?

Achei o tema importante para nossa cultura geral. Nem só de podologia vive o homem...

A Inconfidência Mineira foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial. Ocorreu em Minas Gerais no ano de 1789, em pleno ciclo do ouro.

   
                                                                     Bandeira dos Inconfidentes




A história é bem interessante. Se tiver interesse, consulte o link:
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/inconfidencia_mineira.htm


PRESSÃO ARTERIAL: Conceito & Técnica



A pressão arterial (PA) é um dos sinais vitais, assim como a temperatura, respiração e pulso que, quando alterada, pode acarretar em complicações sistêmicas graves. Portanto, é fundamental que o profissional da área de saúde saiba mensurar e interpretar os valores pressóricos. 


Não obstante a técnica, o Cirurgião Dentista** deve saber interpretar os dados colhidos, levando em conta a responsabilidade perante o paciente em saber intervir adequadamente e avaliar os riscos dos procedimentos odontológicos a serem realizados, bem como encaminhá-lo em casos onde a PA esteja descontrolada. (**) Profissionais da saúde em geral

Segundo o dicionário Aurélio (2000), o termo "aferir" é o que melhor define a avaliação da PA é, pois expressa a idéia de “conferir (pesos, medidas, etc) com respectivos padrões”, diferentemente de "mensurar / medir" que significa apenas determinar a medida, sem que haja uma interpretação ou comparação com padrões.

O conceito de PA consiste na força em que o sangue exerce nas paredes internas dos vasos sangüíneos. A pressão arterial depende de vários fatores, a saber: 

  • Volume de sangue impulsionado para a corrente circulatória em um determinado tempo (débito cardíaco); 
  • Volume total de sangue circulante (volemia); 
  • Integridade dos vasos (resistência periférica); 
  • Viscosidade sangüínea; 
  • Agentes químicos e hormonais; 
  • Sistema nervoso; 
  • Elasticidade dos vasos; 
  • Calibre dos vasos; 
  • Emocional
  • Entre outros. 
Qualquer dano nesses fatores pode alterar a pressão arterial.


O Esfigmomanômetro
O aparelho de pressão (esfigmomanômetro) é composto pelas seguintes partes: manguito (A), pêra de borracha (B), válvula (C) e o manômetro tipo aneróide (D) (Figura 1). Há diversos tamanhos de manguito para atender crianças, adultos e obesos.

O esfigmomanômetro deve ser calibrado pelo menos 1 vez ao ano para que haja mínima precisão aceitável.
Consultando a literatura sobre o assunto, foi observada apenas uma técnica devidamente registrada, a chamada palpatória. Portanto, não há uma variedade a escolher, mas sim apenas um método adequado que, por vezes, alguns profissionais (médicos / dentistas / farmacêuticos / enfermeiras / fisioterapeutas / entre outros) insistem em variar, fugindo da forma clássica literária, isto se deve pela suposta experiência profissional. Será enfocada neste artigo a técnica mais aceita e encontrada na maioria da literatura médica/odontológica.


Condição para a realização da técnica

Para medir a PA é necessário que o paciente esteja em repouso, ou seja, o indivíduo não deve ter participado de qualquer atividade física, como subir escadas, caminhar ou se esforçar. É importante o descanso de pelo menos 5 minutos antes de medir a PA para que não haja distorções significativas nos valores.
A posição sentada é a mais utilizada para a técnica. O braço direito deve ser tomado para o exame, tendo em vista que há pequena diferença de pressão entre este braço e o esquerdo.
Não se deve repetir o procedimento mais do que 3 vezes, pois favorece resultados dúbios.
A técnica será didaticamente dividida em 2 etapas:

Pressão Sistólica Estimada

Conceito

Nesta primeira etapa faz-se uma prévia, estimativa, do valor da PA Sistólica, sem ainda auscultar. É nesta fase que se tem uma idéia em até que valor se deve inflar o manguito, sem que se ultrapasse ou fique aquém da PA Sistólica real do paciente. 

Caso o profissional infle o manguito de forma insuficiente (aquém), o mesmo não conseguirá posteriormente auscultar a pressão sistólica de um paciente hipertenso, por exemplo, pois a manobra foi aquém da pressão Sistólica real do paciente.

Exemplificando: Se o ponteiro for aleatoriamente até 150mmHg e a pressão Sistólica real for de 170mmHg, não será possível detectá-la. Neste caso o profissional mais desavisado tende a repetir várias vezes a insuflação até que se chegue a um valor perceptível à auscultação.
 Tal “método” é baseado por tentativas, o que não é recomendado. Ou ocorre outra situação: 
O profissional insufla o manguito em valores bem acima do que seria a pressão sistólica real do paciente causando, além do desconforto no braço (“formigamento”), compressão excessiva da artéria em questão alterando o resultado. Para evitar esse problema devemos utilizar a técnica descrita a seguir.
Técnica para determinar a Pressão Sistólica Estimada

Com o manguito corretamente em posição, ou seja, justo no braço do paciente, cerca de 2cm acima da linha que divide o braço do antebraço, e com o cotovelo na altura próxima ao coração (Figura 2A) 

  1. Palpa-se a artéria radial sentindo o pulso (Figura 2B). 
  2. Em seguida insufla-se o manguito vagarosamente até que não se perceba mais os batimentos. 
  3. Neste momento, em que não se sente mais as pulsações na artéria radial, verifica-se qual o valor em que o ponteiro registrou no momento da perda do pulso, este valor é a PA Sistólica estimada (provável).
Auscultação dos sons (ruídos de Korotkoff)

Conceito

A auscultação se dá pela desinsuflação do manguito o qual libera a artéria colabada, permitindo assim, ouvir os batimentos, ou seja, os ruídos.


Ao liberar a válvula após ter o manguito sido insuflado até o valor da P Sistólica estimada, a pressão arterial torna-se maior que a pressão do manguito, ocasionando o início dos batimentos audíveis – Pressão Sistólica real. A partir deste ponto o som dos batimentos ganha força até culminar para o seu desaparecimento ou abafamento –
Pressão Diastólica.

Técnica para auscultação






  1. Com a PA Sistólica estimada determinada, coloca-se o diafragma do estetoscópio na artéria braquial logo abaixo do manguito, e não por baixo dele (Figura 3A).
  2.  Insufla-se até 30mmHg acima da PA Sistólica estimada, no exemplo: 100mmHg (P Sistólica estimada) + 30mmHg (adicional) = 130mmHg (Figura 3B), é até neste último valor que devemos insuflar. 
  3. A partir desse momento, desinsufle vagarosamente e atente para o primeiro ruído, este valor é a P Sistólica real e quando não se puder auscultar mais o ruído, é a PA Diastólica.

Durante a determinação da PA Diastólica é aconselhável esperar o manguito desinsuflar por completo, pois há casos em que ocorre um intervalo de silêncio após ter auscultado a P Sistólica, tal fenômeno é conhecido como Hiato auscultatório, e a retomada dos ruídos para determinação da P Diastólica pode se dar após o referido intervalo.

O treinamento da técnica relatada neste artigo é condição sine qua non para acurar os sentidos na adequada determinação da Pressão Arterial.


Valores de Referência

Após ter mensurado a pressão arterial compara-se os achados com os valores tidos como normais. Qualquer alteração merece a atenção interpretativa e orientação ao paciente. Segundo a American Heart Association (AHA) são considerados os seguintes valores:
















































Crédito: Caetano Baptista Neto
Fonte: http://estomatologia-artigos.blogspot.com.br/2006/02/presso-arterial-conceito-tcnica.html
Publicado: Revista da APCD de São Caetano do Sul - Espelho Clínico - Ano VIII, Nº45, p. 10-11, Ago 2004.

domingo, 15 de abril de 2012

Hipersensibilidade Tipo I

A propósito da nossa prova de Agressão e Defesa, encontrei uma matéria bem elucidativa sobre a nossa hipersensibilidade a determinadas reações externas e internas. Embora a matéria mencione os 4 tipos de hipersensibilidade, aqui só vou abordar a do tipo I, para não ficar muito fatigante. Então é assim:

Hipersensibilidade se refere às reações excessivas, indesejáveis (danosas, desconfortáveis e às vezes fatais) produzidas pelo sistema imune normal. 
Reações de hipersensibilidade requerem um estado pré-sensibilizado (imune) do hospedeiro. Reações de hipersensibilidade podem ser divididas em quatro tipos: 
Tipo I, tipo II, tipo III e tipo IV -  baseados nos mecanismos envolvidos e tempo levado para a reação. Frequentemente, uma condição clínica particular (doença) pode envolver mais de um tipo de reação.


HIPERSENSIBILIDADE TIPO I
Hipersensibilidade tipo I é também conhecida como imediata ou hipersensibilidade anafilática. A reação pode envolver: 
  • Pele (urticária e eczema)
  • Olhos (conjuntivite)
  • Nasofaringe (rinorréia, rinite)
  • Tecidos broncopulmonares (asma) 
  • Trato gastrointestinal (gastroenterite). A reação pode causar uma variedade de sintomas desde inconveniências mínimas até a morte.
 A reação normalmente leva 15 - 30 minutos para o período de exposição ao antígeno, embora às vezes possa ter início mais demorado (10 - 12 horas).


Hipersensibilidade imediata é mediada por IgE. O componente primário celular nessa hipersensibilidade é o mastócido ou basófilo. A reação é amplificada e/ou modificada pelos plaquetas, neutrófilos e eosinófilos. Uma biópsia do local da reação demonstra principalmente mastócitos e eosinófilos.


O mecanismo da reação envolve produção preferencial de IgE, em resposta a certos antígenos (alergenos). IgE tem muito elevada afinidade por seu receptor em mastócitos e basófilos. Uma exposição subsequente ao mesmo alergeno faz reação cruzada com IgE ligado a células e dispara a liberação de várias substâncias farmacologicamente ativas (figura 1). 


Tabela 1. Mediadores Farmacológicos da Hipersensibilidade Imediata 
MEDIADOR
Mediadores preformados em grânulos
histamina
broncoconstrição, secreção de muco, vasodilatação, permeabilidade vascular
triptase
proteólise
Cininogenase
Cininas e vasodilatação, permeabilidade vascular, edema
ECF-A
(tetrapeptídios)
atrai eosinófilos e neutrófilos
Mediadores recém formados
leukotrieno B4
atraente de basófilos
leukotrieno C4, D4
mesmo que histamina mas 1000x mais potente
prostaglandinas D2
edema e dor
PAF
agregação plaquetária e liberação de heparina: microtrombos



Os agentes liberados dos mastócitos e seus efeitos estão listados na Tabela 1. 

Mastócitos podem ser iniciados por outros estímulos tais como exercício, stress emocional, agentes químicos (ex. meio de revelação fotográfica, ionóforos de cálcio, codeína, etc.), anafilotoxinass (ex. C4a, C3a, C5a, etc.). 

Essas reações, mediadas por agentes sem interação IgE-alergeno, não são reações de hipersensibilidade embora elas produzam os mesmos sintomas.
.............................


Agora, para entendermos o que é IgE:


Imunoglobulina E (IgE) é um anticorpo. Está presente no soro sanguíneo em baixas concentrações. É encontrada na membrana de superfície de basófilos e mastócitos em todos os indivíduos. Tem um papel importante na imunidade ativa contra parasitas helmintos, atraindo os eosinófilos. Cinqüenta por cento dos pacientes com doenças alérgicas tem altos níveis de IgE. A específica interação entre o antígeno e a IgE ligada no mastócito resulta em liberação de histamina, leucotrieno, proteases, fatores quimiotáxicos e citocinas. Esses mediadores podem produzir broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, contração de músculo liso e quimioatração de outras células inflamatórias (eosinófilos, por exemplo).



Fonte: 
http://pathmicro.med.sc.edu/portuguese/immuno-port-chapter17.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imunoglobulina_E
Imagens: Google Imagens

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Barcelona!


Em meus 22 anos ininterruptos de 
 deambulações pelo mundo,
essa cidade foi uma das que mais me marcou...!

Freddy Mercury & Montserrat Cabballe